quarta-feira, 29 de julho de 2009


Envelheço na Cidade -IRA!

Composição: Edgard Scandurra

"Mais um ano que se passa
Mais um ano sem você
Já não tenho a mesma idade
Envelheço na cidade

Essa vida é jogo rápido
Para mim ou pra você
Mais um ano que se passa
Eu não sei o que fazer

Juventude se abraça
Se une pra esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou pra você

Feliz aniversário
Envelheço na cidade
Feliz aniversário
Envelheço na cidade

Meus amigos, minha rua
As garotas da minha rua
Não sinto, não os tenho
Mais um ano sem você

As garotas desfilando
Os rapazes a beber
Já não tenho a mesma idade
Não pertenço a ninguém

Juventude se abraça
Se une pra esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou pra você

Feliz aniversário
Envelheço na cidade
Feliz aniversário
Envelheço na cidade."

quarta-feira, 3 de junho de 2009

FRASES DO DIA:

"Eu voarei de um abismo, onde o vício é triunfante, para procurar um pequeno recanto isolado na terra, onde alguém pode desfrutar da liberdade de ser um homem honesto."

ALCESTE - "O Misantropo", de Molière.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MÚSICA PARA UMA TARDE DE OUTONO.

Este tema foi baseado na famosa "Sarabande" em Ré Menor do compositor Georg F. Handel e por sua vez, aproveitado no filme "Barry Lyndon", de Stanley Kubrick. A primeira vez que o ouvi foi num LP de vinil no apartamento da irmã da minha primeira namorada, em São Paulo. E desde lá, nunca mais o esqueci. A melodia principal é grave e melancolicamente dolorosa e nos faz relembrar da efemeridade da vida e da inexorabilidade do destino...
Redescobri a versão cantada, "adaptada" da "Sarabande" recentemente no Youtube. E creio que este "reaparecimento" não tenha sido meramente uma coincidência, pois veio numa semana marcada com duas decepções nos (des)caminhos da vida virtual além da constatação forçada de que o tempo está mudando e que algumas coisas que julgávamos ser inalteráveis não eram tanto assim...
A impressão é a de que cada vez mais as pessoas estão carentes de uma boa conversa, de uma amizade sincera, mas são raríssimas as que se predispõem a dar o primeiro passo. Muitos esperam, mas poucos tem a iniciativa necessária. Infelizmente estamos vivendo numa era maldita, de superficialidades e aonde tudo é relativo, descartável.
C´est La Vie...


"The Sketch of Love" - Thierry Mutin
(Stanley Kubrick´s Barry Lyndon Theme)

"It was in the year eighty five
I went to the opera
and I saw you behind the mirrors
You looked liked Lauren Bacall
And I know day after day
And I feel night after night
Love was real time after time
I won't ever forget this sketch of love

You told me a few words
In my life when there is no love
Men and women play forever
In an eternal sketch of love

Don't tell me
I can't remember that night at the opera
You hurt me divine Diva
You always play with men and love

It was in the year eighty five
I went to the opera
and I saw you behind the mirrors
You looked liked Lauren Bacall
And I know day after day
And I feel night after night
Love was real time after time
I won't ever forget this sketch of love

And I'll keep on living
I had a dream the other night
I feel so sad
I feel so bad"

Links:
http://www.youtube.com/watch?v=eCr0YDc76oM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=91sfrw106xs&feature=related

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Balanço 2008 - Retrospectiva.

Pode não ser a primeira vez que no início de um novo ano eu olhe para trás e faça um balanço mental de todas as coisas que aconteceram - boas ou más. Mas provavelmente deve ser a primeira vez em que passo as minhas impressões no papel.
Lembro-me de ter comemorado a passagem do ano de 2007 para 2008 na casa do meu irmão Ricardo, ao lado dele, da minha cunhada e dos meus sobrinhos. Assistimos a queima de fogos na área externa da casa dele antes de irmos dormir (gandaiar no 1o dia do ano nunca foi tradição na minha família). Não cheguei a fazer nenhuma simpatia ou pedido especial, exceto o de comer as 12 uvas. Nenhum pedido em especial...
Exceto o de fazer com que o ano que vinha fosse diferente em matérias de emprego. Já estava sem serviço há 2 anos e meio e os currículos não estavam obtendo respostas.
E também estava na hora de vislumbrar algo mais além da interminável maratona de concursos aonde defrontava-me com concorrências de 350 candidatos por vaga ou mais, sem falar de certos episódios nebulosos, como o concurso da Câmara de Vereadores de Londrina (onde, ano passado um dos candidatos que passou e não foi chamado chegou a recorrer na justiça pelo seu direito, além dos rumores de que o presidente da Câmara chegou a embolsar - no bolso dele - a arrecadação do concurso em si) ou do Auditor Fiscal de Londrina (onde estranhamente nenhum candidato local chegou a marcar os pontos mínimos para passar numa prova que foi considerada extremamente difícil, favorecendo candidatos calejados de outros estados que estavam estudando para concursos similares).
Comecemos então com a Retrospectiva:

PROFISSIONAL/CONCURSOS: A grande surpresa do ano foi o fato da prefeitura da minha cidade natal, Assaí, ter aberto um concurso para vários cargos em meados de março. Estava em Londrina, quando fui informado pela minha máe, e tive que correr contra o tempo para fazer a inscrição. O prazo era sacanamente reduzidíssimo e as filas eram enormes. Sem mencionar o fato de que a taxa era algo "salgada" ($$) para um concurso que exigia apenas nível médio.
Particularmente não estava muito entusiasmado. Passar no mesmo implicaria em permanecer sob a tutela de minha família em Assaí e praticamente acabaria com minhas chances de voltar a morar por conta. Seria uma espécie de gaiola de ouro. O salário não era especialmente atrativo (840 reais). Só que apesar dos pesares, era uma chance. As matérias eram relativamente fáceis, não exigia muito conhecimento específico (nada além daquilo que a gente aprende no 2o grau) e a concorrência seria quase que limitada ao pessoal da cidade.
A prova foi nos meados de Abril. E, pasmem, foi um pouco mais desafiante do que imaginei. Muito inteligentemente elaborada (parabéns ao grupo que organizou o teste!), o texto de português era baseado num artigo do conhecido cientista político Gaudêncio Torquato, que analisava a crise da Classe Média tradicional nesta "Nova Era" da Globalização, e do surgimento de uma "nova" Classe Média , baseada nas classes D e E, com o amparo da demagogia política.
Obviamente a parte de interpretação exigia algo mais do que a simples decoreba do ensino convencional.
A parte de matemática era simples (nada além da complexidade de uma equação de 1o grau), só que era bastante trabalhosa e o enunciado de algumas questões dependia dos resultados das anteriores. Ou seja, quem errasse uma, errava todas (he,he,he).
E a indefectível seção de conhecimentos informáticos, apesar de curta, foi muito bem bolada, abrangendo temas como segurança de redes, uso de anti spywares e internet, algo um pouco mais inteligente do que o be-a-bá que aprendemos nos nossos cursos de informática.
Isto ajudou a eliminar boa parte da concorrência (que era de 30 por 1, mais do que vários cursos tradicionais da Universidade Estadual de Londrina).
Para encurtar a história, após algumas semanas de expectativa agoniante, o resultado foi divulgado e fiquei em 5o lugar na classificação geral. Havia atingido o meu "custo de oportunidade" (isto é, cheguei a conclusão de que posso conseguir qualquer emprego que exija nível médio de escolaridade sem fazer muita força e sem queimar meus neurônios). Não uma vitória espetacular, mas isto ajudou um pouco na auto-estima, após ter perdido por uma margem estreita em provas anteriores como o da Sanepar, UTFPF-Apucarana e TJ-PR.
Apesar de tudo, o impasse nas semanas que se seguiram à prova e o resultado final, bem como uma certa euforia prematura atrapalharam minha preparação para o concurso da Caixa Econômica, decididamente algo mais relevante que o da prefeitura. E também ficou claro para mim que, pelo menos para a minha máe, era mais importante ter passado em Assaí do que se arriscar a um resultado incerto na CEF, com direito a ficar peregrinando de uma cidade para outra (possuo um primo meu que passou na CEF faz alguns anos atrás e que tem feito uma verdadeira romaria, de cidade em cidade, por causa das contínuas transferências).
Comecei a estudar relativamente tarde para o da CEF. E apesar da base adquirida no concurso do BB, que fiz em 2007, a coisa parecia incerta. O fato de ter perdido a chance de pegar 2 cursinhos seguidos era algo fatídico. Só que o que selou o resultado foi que no dia, apesar de ter saído com 1 hora e meia de antecedência, perdi o horário de chegada no local do concurso por conta do intenso congestionamento das ruas de Londrina por causa das caravanas do pessoal que veio de fora, o atraso indesculpável do motorista de ônibus ao ponto (40 minutos!) e o atraso ainda maior num trajeto que era para ter sido feito em 20 minutos e que acabou com mais de quarenta!
O segundo semestre não parecia algo promissor para mim. Aliás, o calendário dos concursos em 2008 foi feito em função do calendário eleitoral (maldito país que gosta de fazer várias eleições seguidas!). E após julho, nào houve editais relevantes. Os poucos que apareciam eram para cargos fora da minha área profissional e/ou com provas ministradas unicamente em Brasília/RJ/SP. O único concurso realmente relevante que surgiu era para Agente Penitenciário, mas sinceramente não me vislumbrava um futuro arriscando a minha pele num presídio cheio de criminosos e suscetível a rebeliões, controle do PCC e tal (e muito menos minha família).
Somente após as eleições (de novo, maldito o país cujo calendário econômico e profissional gira em torno duma maldita eleição que só serve para eleger estas raposas políticas) é que começaram a surgir novas oportunidades: Min. do Trabalho, Sanepar e rumores sobre um novo concurso da Copel. Todos para o final deste ano e início do ano que vem.
Quando tudo indicava que uma nova chance só surgiria para 2009, eis que o inesperado acontece (continua).

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um achado de uma tarde chuvosa de novembro.









"ADEUS, MEU AMIGO, ADEUS.

Adeus, meu amigo, adeus.
Querido amigo, que trago no coração.
A separação predestinada
para mais tarde promete novo encontro.

Adeus, meu amigo, sem aperto de mão nem palavras.
Não lamentes e não haja dor nem pena,-
nesta vida morrer não é nada de novo,
mas também nada de novo é viver".


Sergei Yessenin (1895-1925), tradução de Manuel de Seabra in Poetas Russos, Relógio de Água,p.59


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Para uma amiga.


Autumn Leaves
Never weep, have no sorrow
Just pretend there’s no tomorrow
Leaves are slowly falling down
Red, orange, green, and brown
Swiftly gliding in the air
Softly landing in her hair

Never weep, have no sorrow
Just pretend there’s no tomorrow
She is sad, with much grief
It feels as if there is no relief
More leaves pass her by
She sadly watches as they fly

Never weep, have no sorrow
Just pretend there’s no tomorrow
Another leaf is falling down
Floating toward a head of brown
A boy reaches for the leaf
Noticing a girl in sadness and grief

Never weep, have no sorrow
Just pretend there’s no tomorrow
Carefully grabbing her tiny hand
Before a leaf begins to land
The moon, gleaming in the sky
Little boy and girl say goodbye

Never weep, have no sorrow
Just pretend there’s no tomorrow
Boy and girl meet once more
Both are older than before
Slowly walking down the isle
The groom gives her a handsome smile

Never weep, have no sorrow
Just pretend there’s no tomorrow
Leaves begin to fall once more
Lady weeping by the shore
The man’s name, carved in stone
The woman is left all alone

Never weep, have no sorrow
Just pretend there’s no tomorrow
One after another, days go by
Here is the woman, left to cry
The leaves always tumble down
Even though there’s no head of brown
You can weep, have much sorrow
Just remember, there is tomorrow

Brett Elliott

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Nos Campos de Flanders


Uma pequena poesia a respeito da loucura da guerra:



"In Flanders Fields"


IN FLANDERS FIELDS the poppies blow

Between the crosses row on row,

That mark our place; and in the sky

The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago

We lived, felt dawn, saw sunset glow,

Loved and were loved, and now we lie

In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:

To you from failing hands we throw

The torch; be yours to hold it high.

If ye break faith with us who die

We shall not sleep, though poppies grow

In Flanders fields.


By: Lieutenant Colonel John McCrae, MD (1872-1918) Canadian Army