terça-feira, 29 de maio de 2007

Reflexão: A Barca dos Tolos - Hieronymus Bosch

Em "A Barca dos Tolos", Bosch está imaginando que toda a humanidade está viajando através dos mares do tempo num navio, num pequeno barco que é uma alegoria da humanidade.
Tristemente, cada um dos viajantes é um louco.
Isto é como nós vivemos, diz Bosch - Nós comemos, bebemos, namoramos, trapaceamos, jogamos e perseguimos objetivos inalcançáveis... Enquanto isto, nosso barco navega sem rumo e nunca nós atingimos o porto.
Os tolos não são necessariamente ateus, desde que - entre eles - se encontram um monge e uma freira. Mas eles estão juntos com todos aqueles que vivem "em estupidez". Bosch ri, e é uma triste risada. Quantos de nós não saimos a navegar no desconforto maldito da tolice humana?
Excêntrico e genial como ele era, Bosch não somente sabia mover o coração como o escandalizava na sua total percepção. As coisas sinistras e monstruosas que ele trouxe à tona são as criaturas escondidas de nosso amor-próprio: Ele apenas externaliza a feíura contida nelas e é por este motivo que seus demônios possuem um efeito que vai além da mera curiosidade. Nós sentimos uma odiosa identificação com eles. A "Barca dos Tolos" não se refere a outras pessoas, e sim a respeito de nós mesmos.


(Artigo adaptado do site: http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/bosch/fools/)

sexta-feira, 18 de maio de 2007

VIDA E MORTE

Vida e morte...

Este começo de semana foi algo meio que conturbado...

Mal tinha voltado de viagem e recebo a notícia de que o avô de um amigo meu havia falecido.
E poucos dias depois recebo a notícia de que o sobrinho de uma pessoa de quem eu gostei bastante num passado recente acabou de nascer.
Tudo isto na mesma semana. E estes fatos acabaram por trazer a tona uma reflexão.

A dor de uma perda é imensa. Embora em termos filosóficos e religiosos a morte pode tentar ser compreendida ou sublimada, na prática ela dói. E muito. E como toda dor, ela somente pode ser curada com o tempo.

Neste mesmo mês, há 21 anos atrás, eu perdi o meu avô paterno e uma tia minha num espaço de duas semanas. E foi com muito custo que consegui concluir o 1o semestre da faculdade. Em 1991 foi a vez da minha avó paterna. Em março de 2000 minha outra avó se foi e um ano mais tarde foi a vez de uma tia minha.

Sei, por experiência própria, que somente as lágrimas e a saudade dos momentos idos podem curar um coração machucado pela perda. Não adianta tentar segurar, tentar bancar o "forte", que é pior... É preciso ao coração ter este período de luto.

Creio que as pessoas que se vão não desejam que os vivos se afoguem na dor, no sentimento de culpa e na importência diante do mistério da morte, muito pelo contrário. Os nossos entes queridos desejam acima de tudo que os que ficam sejam felizes. E que a melhor forma de honrar a memória dos que partiram é que eles possam levar uma vida feliz e digna de ser vivida.

Muitos podem discordar, mas creio que existe uma vida após a morte. E que um dia, cedo ou tarde, iremos reencontrar nossos familiares, parentes, amigos e pessoas que amamos. E que neste dia, toda dor desaparecerá e será substituída por um sentimento de gratidão e pela alegria do reencontro.

Mas nesta existência, existe também a Vida. Quem não se alegrou diante da chegada de um bebê ao mundo? Quem não se comoveu com a alegria da chegada de um novo membro da família?

A primeira lembrança da vida minha vida foi quando o meu irmão Sidney nasceu. E creio que não devo esquecer do fato nunca mais. Lembro-me que era um dia chuvoso e que eu e o meu irmão Ricardo estávamos brincando de dados (ou coisa parecida) no que é a sala de visitas da casa de meus pais. Foi quando os meus pais chegaram, trazendo o irmãozinho.

Também me recordo que o meu mano Fábio nasceu logo após de eu ter voltado do colégio, na hora do almoço. Na época estava fazendo a 5a série.
Também me recordo da chegada de muita gente que deixou de ser nenê faz muito tempo... Acho que estou ficando velho, mas é apenas impressão. Agora é a vez da sobrinhada: Christian, Rubens, Mariana, Larissa.... Quem será o(a) próximo(a)?

Bem, vou encerrando por aqui. Infelizmente não consegui encerrar este pensamento como queria. São 13:56 da Tarde. Mas a mensagem que quis passar é bem esta: A de que somente o fato de estarmos vivos aqui, a vida merece ser vivida.

domingo, 13 de maio de 2007

"RAIN"


"I don't feel a thing
and I stopped remembering
The days are just like moments turned to hours

Mother Used to say
if you want, you'll find a way
But mother never danced through fire showers

Walk in the rain, in the rain, in the rain
I walk in the rain, in the rain
Is it right or is it wrong
and is it here that I belong

I don't hear a sound
Silent faces in the ground
The quiet screams, but I refuse to listen

If there is a hell
I'm sure this is how it smells
Wish this were a dream, but no, it isn't

Walk in the rain, in the rain, in the rain
I walk in the rain, in the rain
Am I right or am I wrong
and is it here that I belong

Walk in the rain, in the rain, in the rain
I walk in the rain, in the rain
Why do I feel so alone
For some reason I think of home"

(Cowboy Bebop OST - "RAIN")