sexta-feira, 18 de maio de 2007

VIDA E MORTE

Vida e morte...

Este começo de semana foi algo meio que conturbado...

Mal tinha voltado de viagem e recebo a notícia de que o avô de um amigo meu havia falecido.
E poucos dias depois recebo a notícia de que o sobrinho de uma pessoa de quem eu gostei bastante num passado recente acabou de nascer.
Tudo isto na mesma semana. E estes fatos acabaram por trazer a tona uma reflexão.

A dor de uma perda é imensa. Embora em termos filosóficos e religiosos a morte pode tentar ser compreendida ou sublimada, na prática ela dói. E muito. E como toda dor, ela somente pode ser curada com o tempo.

Neste mesmo mês, há 21 anos atrás, eu perdi o meu avô paterno e uma tia minha num espaço de duas semanas. E foi com muito custo que consegui concluir o 1o semestre da faculdade. Em 1991 foi a vez da minha avó paterna. Em março de 2000 minha outra avó se foi e um ano mais tarde foi a vez de uma tia minha.

Sei, por experiência própria, que somente as lágrimas e a saudade dos momentos idos podem curar um coração machucado pela perda. Não adianta tentar segurar, tentar bancar o "forte", que é pior... É preciso ao coração ter este período de luto.

Creio que as pessoas que se vão não desejam que os vivos se afoguem na dor, no sentimento de culpa e na importência diante do mistério da morte, muito pelo contrário. Os nossos entes queridos desejam acima de tudo que os que ficam sejam felizes. E que a melhor forma de honrar a memória dos que partiram é que eles possam levar uma vida feliz e digna de ser vivida.

Muitos podem discordar, mas creio que existe uma vida após a morte. E que um dia, cedo ou tarde, iremos reencontrar nossos familiares, parentes, amigos e pessoas que amamos. E que neste dia, toda dor desaparecerá e será substituída por um sentimento de gratidão e pela alegria do reencontro.

Mas nesta existência, existe também a Vida. Quem não se alegrou diante da chegada de um bebê ao mundo? Quem não se comoveu com a alegria da chegada de um novo membro da família?

A primeira lembrança da vida minha vida foi quando o meu irmão Sidney nasceu. E creio que não devo esquecer do fato nunca mais. Lembro-me que era um dia chuvoso e que eu e o meu irmão Ricardo estávamos brincando de dados (ou coisa parecida) no que é a sala de visitas da casa de meus pais. Foi quando os meus pais chegaram, trazendo o irmãozinho.

Também me recordo que o meu mano Fábio nasceu logo após de eu ter voltado do colégio, na hora do almoço. Na época estava fazendo a 5a série.
Também me recordo da chegada de muita gente que deixou de ser nenê faz muito tempo... Acho que estou ficando velho, mas é apenas impressão. Agora é a vez da sobrinhada: Christian, Rubens, Mariana, Larissa.... Quem será o(a) próximo(a)?

Bem, vou encerrando por aqui. Infelizmente não consegui encerrar este pensamento como queria. São 13:56 da Tarde. Mas a mensagem que quis passar é bem esta: A de que somente o fato de estarmos vivos aqui, a vida merece ser vivida.

Um comentário:

Leonardo Vinícius disse...

É a parte que nos cabe desse latifúndio, não?