quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um achado de uma tarde chuvosa de novembro.









"ADEUS, MEU AMIGO, ADEUS.

Adeus, meu amigo, adeus.
Querido amigo, que trago no coração.
A separação predestinada
para mais tarde promete novo encontro.

Adeus, meu amigo, sem aperto de mão nem palavras.
Não lamentes e não haja dor nem pena,-
nesta vida morrer não é nada de novo,
mas também nada de novo é viver".


Sergei Yessenin (1895-1925), tradução de Manuel de Seabra in Poetas Russos, Relógio de Água,p.59